SSF/RIO

A base das desigualdades sociais no psiquismo da estrutura de classes.

In Bem-estar, cidadania, Democracia, dialectics, direitos humanos, history, sociologia on February 26, 2013 at 7:52 pm

 

Autor JLumier2012

Sociólogos sem Fronteiras - Rio de Janeiro

Sociólogos sem Fronteiras – Rio de Janeiro

Jacob (J.) Lumier

Representante de Sociólogos sem Fronteiras – SSF/RIO

A base das desigualdades sociais no psiquismo da estrutura de classes

Pauta para debate de sociologia

  • Linhas principais de análise e interpretação
  1. A reificação como análise efetiva da prática social que realiza a função de representação, nas sociedades capitalistas.
  2. A correlação entre a fetichização da mercadoria (do dinheiro e do capital) no plano da economia, por um lado e, por outro lado, no plano do psiquismo da sociedade capitalista e das classes sociais;
  3. O processo de unilateralização em que, sob a cobertura do Estado como mediação mercadorizada entre os interesses privados e o interesse geral, as classes se representam.
  • Sumários do conteúdo

®      O processo de unilateralização compreende a generalização das necessidades uniformizadas em escala mundial (não obstante as diferenças de país, de raça, de classe, de regime político), cuja reflexão na vida cotidiana põe em relevo vivências negativas (insatisfação, carência, frustração, aspiração desiludida).

®      Analisado retroativamente, a generalização das necessidades impõe, por meio de um pensamento e ação unilaterais, a negação de uma matriz originariamente não seccionada, uma totalidade social onde se diferenciam as (três) mediações do psiquismo, seguinte: (a)- “a necessidade reenvia ao trabalho que criou e permeia a posse no objeto produzido ou na obra criada; (b)- estimulado pela necessidade, o trabalho produz novas necessidades, confirmadas pela posse”.

®      A dissociação dessa realidade psíquica acontece em correlação com processo de unilateralização, que leva à absorção pelo e no Estado dos interesses privados e do interesse geral, com a supressão da reciprocidade que os ligava.

  • Os três aspectos do psiquismo se dissociam parcialmente e, assim separados, incumbem a classes e a indivíduos diferentes, os quais são representados como tais no Estado, e se representam assim na consciência e nas ideias. Daí o esquema pelo qual (a)- há uma classe do trabalho; (b)-incumbindo, todavia, a outros a posse, (c)- com os mais desfavorecidos representando a necessidade em estado puro.
  • A época burguesa exerce uma efetividade sobre os elementos da realidade humana. A função de representação toma corpo e introduz a separação como regras do pensamento, da sociedade e da história. A  liberdade na classe burguesa centra-se na opção para seguir ao máximo o desejo de posse. O tipo característico dessa classe é um somatório de qualidades imaginárias, e só se reconhece em um Eu inacessível, genérico, transcendente à soma das qualidades dos papéis que desempenha.

A dissociação parcial dos três aspectos ou dimensões do psiquismo (a necessidade, o trabalho, a posse) liga-se à reflexão da divisão do trabalho social em regras de análise efetiva; liga-se ao fato de que a burguesia começa por reduzir à necessidade as dimensões do homem no período primitivo, onde dominava o ascetismo, a abstinência, a economia em sentido estrito, isto é, a acumulação; ela perquiria com ardor e recalcava o desejo da posse. Posto isso, saltou-se para a posse pura, que não se pode alcançar.

Essa análise e interpretação desenvolvem-se como um aprofundamento na “passagem de uma economia fundada sobre a acumulação na austeridade e pela abstinência, até uma economia de desperdício e despesas suntuosas – sem que isso correspondesse à satisfação de certas necessidades essenciais”. Acrescente-se a isso a observação de que é na Crítica da Filosofia do Direito de Hegel [1843] (sobre a seção “Estado”) que Marx assinala os três aspectos da individualidade humana não seccionada, as três dimensões do psiquismo: a necessidade, o trabalho, a posse.

Rio de Janeiro, 22 de Fevereiro, 2013

 

Jacob (J.) Lumier –

Representante de SSF/RIO

Mais informação em

SSF/RIO Fórum de Sociologia

Karl Marx e a Sociologia do Conhecimento - 2ªedição

Karl Marx e a Sociologia do Conhecimento – 2ªedição

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: