SSF/RIO

Primero año de expresión de Sociologos sin Fronteras Rio de Janeiro SSF\RIO

In Democracia, dialectics, direitos humanos, history, sociologia on June 19, 2013 at 7:52 pm

Jacob (J.) Lumier

PALESTRA DO 13 JUNHO 2013: A sociologia e a desconstrução das desigualdades sociais

Para acessar o video tecle no link: Primeiro ano de expressão de Sociólogos sem Fronteiras Rio de Janeiro – SSF\RIO

1)      Esta é uma reunião em comemoração da passagem do primeiro ano de expressão de Sociólogos sem Fronteiras Rio de Janeiro – SSF/RIO que foi proclamada durante a Cúpula dos Povos (semana de 15 a 22 de junho de 2012) como associação para atividades pedagógicas, informativas e solidárias aos Direitos Humanos, integrada na atual rede Think Tank for Global Sociology.

®    Lembrem que, em relação ao tópico 2 sobre as desigualdades em nossa Web SSF\RIO Fórum de sociologia, a desconstrução coletiva das desigualdades ganhou um marco como experiência e conhecimento sociológico a partir do grande evento de mobilização crítica protagonizado na semana de 15 a 22 de junho de 2012, quando, em paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20 -, aconteceu a grande assembleia da Cúpula dos Povos: um espaço público de concentração coletiva junto com redes, entidades e movimentos sociais parceiros na luta por maneiras de viver em alternativa ao produtivismo e ao atual modelo de desenvolvimento dilapidador.

Desde então, SSF\RIO vem construindo seu perfil afirmativo como participante das correntes coletivas em favor dos direitos humanos e sociais; mantém uma página de blog na Web com visibilidade e acessibilidade, na qual divulga suas publicações (artigos, vídeos, fotos , livros), reproduz mensagens e promove os enlaces com a revista de sociologia “Societies without Borders”; manifesta-se como amiga de várias entidades com domínio conexo para as quais envia e recebe mensagens por correio eletrônico; é cadastrada e mantém  subscrição junto a instituições internacionais orientadas para a revalorização dos Direitos Humanos e Sociais; envia boletins de atualização; promove palestras em parceria com entidades da área social e educativa;  realiza encontros abertos para reflexão e debate em celebração de dias mundiais e internacionais reconhecidos junto às Nações Unidas.

2)      Esta reunião de hoje é para registrar a participação de SSF/RIO no Congresso Mundial da International Sociological Association – ISA Congress 2014, junto ao qual foi registrado o paper (monografia) “La sociología en la universalización de los derechos humanos y sociales a través de la deconstrucción de las desigualdades” (“Sociology in the universalization of human and social rights through deconstruction of inequalities”).

®    Esse paper é uma expressão do compromisso do sociólogo para com a solidariedade, em vista de satisfazer a demanda atual por uma sociologia com proveito na desconstrução das desigualdades como obstáculos à universalização dos direitos humanos e sociais.

  1. Contribui para superar a tendencia utilitarista nos estudos sobre a estratificação social nas ambiências capitalistas mediante aplicação do pluralismo social efetivo.
  2. Tem integração nas Metas do Milênio [erradicação da pobreza].

3)   Esse paper foi produzido por SSF-RIO através de dois textos já publicados na Web SSF\RIO Fórum de sociologia, em 4 de Dezembro de 2012 e em 26 de Fevereiro de 2013.

a)      A minuta deste trabalho está no post “Pauta sociológica para examinar as desigualdades sociais em vista dos Direitos Humanos” em http://ssfrjbrforum.wordpress.com/2013/02/26/pauta-sociologica-para-examinar-as-desigualdades-sociais-em-vista-dos-direitos-humanos/

4)   A orientação básica deste paper em primeira versão encontra-se na sguinte postagem: O Limite da Igualdade e a Desconstrução das Desigualdades (4 dezembro 2012) link:   http://ssfrjbrforum.wordpress.com/2012/12/04/cyberactivism-o-limite-da-igualdade-e-a-desconstrucao-das-desigualdades/ e pode ser resumida no seguinte: A experiência sociológica de participar na Cúpula dos Povos, ao revalorizar a redescoberta do pluralismo social efetivo subjacente, põe em questão como falsa a suposição tirada do antigo atomismo social de que, mediante a imposição do sistema de vantagens e desvantagens que compõem as desigualdades sociais, o controle capitalista das aspirações ao bem-estar tivera absorvido completamente a sociabilidade humana (“não existe sociedade, só há o mercado”).

5)   Esse Paper Partilha igualmente a compreensão de que o êxito de uma ação pública pela promoção e consolidação dos direitos humanos implica melhorar o índice de pobreza multidimensional.  http://jjlumiersinfronteras.wordpress.com/2013/06/05/texto-isa-principal-links/

a)      O Índice de Pobreza Multidimensional tornou-se conhecido a partir da sua publicação no Relatório de Desenvolvimento Humano de 2010, do Programa para o Desenvolvimento das Nações Unidas – PNUD, ao sustentar que as nações devem compreender a pobreza para além da questão econômica:  a medição da pobreza multidimensional leva em conta as variáveis das privações de direitos sociais.

b)      Desta forma, (b.1) em relação aos níveis de vida, é preciso medir igualmente o grau de acesso aos bens, moradia, escolaridade, água, saneamento, gás de cozinha; (b.2) em relação à educação, é preciso medir o grau de acesso à matricula escolar, os anos de escolaridade e instrução; (b.3) em relação à saúde, é preciso medir a diminuição da mortalidade infantil e a melhoria da nutrição.

quadro indice pobreza multidimensional

c)      O IPM mostra que crescimento econômico não gera necessariamente o fim da pobreza – e o exemplo vem dos países do Sul que, mesmo com economias que crescem a ritmo acelerado, ainda não conseguiram retirar sua população da situações de pobreza.

d)      Ou seja, o índice pretende mostrar que a transferência de renda por si só não garante a eliminação da pobreza. Todo o pobre sabe que sua pobreza decorre de diversos fatores, o que a torna multidimensional. Isso não significa que a transferência de renda não seja importante, mas erradicar a pobreza exige mais do que isso.

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ANEXO

 Destaques do texto final

 

A curva de Kuznets e o problema sociológico

®      O problema sociológico surge diante do fato de que a funcionalidade das desigualdades identificadas a um cálculo de variável do crescimento econômico reproduz indefinidamente a grave disparidade entre a opulência e a pobreza, que transpassa a sociedade global.

®      A percepção do problema sociológico consiste no seguinte: a concentração da riqueza nas mãos do hum por cento mais rico (apropriação de 40% de todos os lucros corporativos pelo setor financeiro); o aumento das desigualdades na Ásia, na Europa e nas Américas (La expansión de la economía latinoamericana se desaceleró 1,2 puntos porcentuales en 2012 con respecto al 2011 y 2,8 puntos con respecto a 2010, lo que dio como resultado que sólo un millón de personas dejaran de sufrir el flagelo del hambre y que la indigencia no disminuyera.); Soma-se a isto o aumento do preço dos alimentos que agrava a pobreza;

Pluralismo social e Sentimento coletivo

A desconstrução coletiva das desigualdades ganhou um marco como experiência e conheci mento sociológico a partir do grande evento de mobilização crítica protagonizado na semana de 15 a 22 de junho de 2012, quando, em paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20 -, aconteceu a grande assembleia da Cúpula dos Povos: um espaço público de concentração coletiva junto com redes, entidades e movimentos sociais parceiros na luta por maneiras de viver em alternativa ao produtivismo e ao atual modelo de desenvolvimento dilapidador.

Neste marco, algumas perspectivas para a mudança podem ser notadas como tendências e conquistas nas seguintes desconstruções do controle capitalista:

§  Colocação à parte da vantagem diferencial como categoria economicista;

§  Redução da mentalidade mercadorista, que confunde as aspirações ao bem-estar com a distribuição e busca de vantagem diferencial sobre os outros;

§  Acesso a uma mentalidade aberta (ou, simplesmente, experiência de abertura para a influência do ambiente social em vias de se fazer);

§  Vivência da sociabilidade em estado original (como maneiras de ser ligado no esforço coletivo de defesa social mediante esse próprio esforço, implicando as manifestações diretas dos Nós (Nosotros) participantes e, nestes, as relações com outrem ativas);

Vivência da criação do sentimento coletivo, que tem raiz nas próprias formas de sociabilidade por fusão das maneiras de ser em reuniões e assembleias, ou em atos públicos de oposição democrática ao status quo do produtivismo (entendido este último como o atual modelo de acumulação do capital para o capital em sua incapacidade para responder às crises e superar com urgência um culto da produção e da abundância associado às revoluções industriais, com seus efeitos dilapidadores sobre o planeta).

Note-se que a criação de tal sentimento coletivo observou-se na construção de convergências dos próprios atos coletivos realizados no âmbito da grande mobilização crítica, e desdobrados, notadamente, mediante temas agregadores, plenárias, assembleias, que tinham o efeito de garantir a pluralidade e a diversidade presentes nas atividades autogestionadas, desta forma combinadas com momentos de análise, construção de lutas e propostas comuns.

A experiência Sociológica

A experiência sociológica de participar na Cúpula dos Povos traduz-se como instância crítica da mercadorização das relações humanas e, deste ponto de vista, põe em questão a categoria economicista da vantagem diferencial como componente do condicionamento individual imposto pelo controle capitalista, aplicável a todas as coisas que contam pontos em um curriculum vitae ou em portfólios.

Lembrando que essa aplicação da categoria economicista da vantagem diferencial se traduz nos conceitos de “capital social”, “capital humano” (inclui o “capital intelectual”) e “capital cultural”, utilizados como critérios para: (a) comparar as desigualdades sociais com alcance na economia: desigualdades de oportunidades, de níveis de vida, de acesso ao consumo, aos conhecimentos, aos bens e valores desejados; desigualdades de realizações pelo trabalho, no exercício dos direitos individuais e sociais e das liberdades, etc.; e…  (b) relacioná-las em hierarquias variadas, a fim de descrever um sistema estratificado característico de um dado regime capitalista (estratos econômicos e sociais).

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