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Leitura de Thomas Mann: notas de sociologia da literatura

In Uncategorized on Novembro 15, 2009 at 4:58 pm

sociologia do romance

Fragmentos extraídos do ensaio “Sociologia da Literatura – II: a ideologia do existente na leitura de Thomas Mann”, por Jacob (J.) Lumier.

Epígrafe

Thomas Mann é o pioneiro da questão ambientalista e A Montanha Mágica é o primeiro grande romance a pôr em foco a poluição atmosférica e a denunciar a baixa qualidade da oxigenação no ambiente urbano.

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O projeto intelectual de pensar o existente em estado elementar, como material artístico, constitui o aspecto prioritário a ser levado em conta na análise sociológica de A Montanha Mágica.

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Introdução:  forma romanesca e estrutura literária

A forma romanesca tem sua vertente no romantismo, tanto que sociólogos notáveis como Lucien Goldmann recorrem à classificação de Goethe para situar o marco do avanço da forma romanesca no fim do período poético.

Na leitura de Ernst Bloch[1] observamos que a análise da contradição contemporânea põe em relevo a aspiração ao homem completo como a forma de alguma coisa que falta e que se descobre na esperança histórico-filosófica. Sobressai igualmente a pesquisa do concretamente utópico constatado nas superestruturas da intensa modernização e acelerado crescimento industrial dos anos vinte na Alemanha. Essas linhas aportam luzes não só para a sociologia da literatura, mas, particularmente, favorece a compreensão do romance como forma literária específica do mundo moderno, notadamente em relação à produção de avant-garde.

O romance corresponde ao desenvolvimento da sociedade burguesa e do mundo capitalista na medida em que põe em obra a história de uma busca, uma aspiração implicando uma biografia individual. Todavia, como se sabe, o imenso progresso da forma romanesca no século XIX constitui um indicativo seguro do fenômeno superestrutural da reificação, notado inclusive no plano da composição, onde a biografia individual nutrida de aspiração enseja a forma romanesca exatamente não só porque deve necessariamente decepcionar, mas porque segrega as razões de sua degradação em crônica social.

Com efeito, a forma romanesca tem sua vertente no romantismo, tanto que sociólogos notáveis como Lucien Goldmann recorrem à classificação de Goethe para situar o marco do avanço da forma romanesca no fim do período poético, onde o criador se sentia ainda em acordo com a sociedade, onde a arte e a literatura passavam por ser uma criação natural – concepção esta atribuída ao notável poeta romântico do século XVIII Schiller [2], igualmente defensor da poesia histórica.

Vale dizer, a forma romanesca nos escritores como Balzac, Stendhal, Flaubert, Zola, Malraux, Thomas Mann, Pasternak, etc., estes já no século XX, os permitiu colocar em obra ao mesmo tempo o problema da busca do humano em um mundo que lhe é contrário e descrever a essência deste mundo inóspito[3].

A compreensão sociológica do romance em nível de superestruturas assenta-se em dois campos de pesquisa, seguintes: (a) – pesquisar o romance como o único gênero literário no qual a ética do romancista torna-se um problema estético da obra; (b) – pesquisar a relação entre a forma romanesca ela mesma e a estrutura social na ambiência da qual se desenvolveu, isto é, as correlações do gênero romance com a sociedade individualista moderna [4]·.

Admitindo que valores ideais autênticos encontram-se implícitos no horizonte do romancista, onde permanecem abstratos e constituem o caráter ético, surge o problema de saber como se faz que esses valores venham a se tornar elementos essenciais de uma obra artística literária como o romance.

►Afirma-se inicialmente a compreensão de que a literatura romanesca se desenvolve com relativa autonomia tanto em relação à consciência real quanto à consciência possível de um agrupamento social particular. Isto porque houvera uma transposição direta da vida econômica nessa criação literária. Ademais, do ponto de vista da relativa autonomia, se constataria igualmente nas sociedades de mercado uma modificação significativa do estatuto das consciências individual e coletiva.  Em modo implícito, essa modificação se estenderia ao campo sociológico das relações entre infra e superestruturas, de tal sorte que os paralelismos entre as estruturas econômicas e as manifestações literárias romanescas teriam lugar no exterior da consciência coletiva [5].

Desta forma, aprofundando no individualismo e elaborando para além do âmbito de toda a comunicação social, a teoria psicossociológica de Lucien Goldmann pauta-se na pesquisa daquela “modificação radical” nos níveis superestruturais.

Admitindo que valores ideais autênticos encontram-se implícitos no horizonte do romancista, onde permanecem abstratos e constituem o caráter ético, surge o problema de saber como se faz que esses valores venham a se tornar elementos essenciais de uma obra artística literária como o romance.

Indagação esta procedente na medida em que as idéias abstratas não têm lugar em uma obra artística literária, onde constituiriam elemento heterogêneo, só podendo ser afirmadas, entretanto, sob o modo de uma ausência não temática, ou presença degradada.

Com efeito, para esta pesquisa dá-se prioridade exclusiva à situação dos escritores que buscam pôr em obra uma visão individualista com mirada universal, tendo por base o próprio contexto de crise do individualismo, que marca a segunda metade do século XIX.

Admite-se uma distinção fundamental entre a obra propriamente literária e os escritos conceituais. Quer dizer, a possibilidade para o escritor fazer obra literária, criar universos imaginários concretos com mirada realista revela-se estreitamente ligada à certeza de sua aspiração, à fé em valores humanos afirmados como universalmente acessíveis a todos os homens.

Por sua vez, os escritos conceituais revelam-se corresponder pelo contrário à ausência de fé na aspiração assumida, seja sob a forma da desilusão ou de uma “elite criadora” [6].

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continua

A teoria Psicossociológica e o Individualismo

 


[1] Ver: postagem neste Blog sobre meu o ensaio “Crítica da Cultura e Comunicação Social” publicado na Web da OEI.

[2] Friedrich Schiller (Johann Christoph), 1759 – 1805.

[3] Ver Goldmann, Lucien: “Recherches Dialectiques“, pág.91.

[4] Ver Goldmann, Lucien: “Sociologie du Roman”, págs. 33, 35.

[5] Do ponto de vista das estruturas reificacionais sobressai a supressão de toda a importância essencial do indivíduo e da vida individual no interior das estruturas econômicas. Ver NOTA COMPLEMENTAR 01 NO FINAL desta Introdução.

[6] Ib, ibidem, págs.83, 84.

OEI- Espaço Ibero-americano do Conhecimento

In Uncategorized on Maio 22, 2009 at 9:05 am

Divulgação científica conjunta na Iberoamérica

Por Sabine Righetti, Cartagena de Índias (Colômbia) Labjor

Ter um espaço que compile informações sobre a produção científica e tecnológica de todos os 22 países da Iberoamérica. Esse é o objetivo anunciado pela equipe de pesquisadores e jornalistas da Agência de Notícias para a Difusão da Ciência e Tecnologia (DiCYT) durante um workshop que reuniu profissionais de comunicação de vários países iberoamericanos, de 27 a 30 de abril, em Cartagena de Indias (Colômbia). A idéia é que os países da Iberoamérica utilizem e alimentem a Agência DiCYT com a produção de conteúdo de divulgação científica dos seus respectivos países.

Criada em 2003, a Agência DiCYT surgiu com o objetivo de facilitar o acesso a notícias especializadas em temas científicos e tecnológicos nas regiões espanholas de Castela e Leão. Após cinco anos, por meio do projeto “Plataforma Iberoamericana de Divulgação Científica”, da Universidade de Salamanca (Espanha), a Agência DiCYT passou a ter um objetivo mais amplo: fortalecer as relações entre pesquisadores de língua espanhola e portuguesa, fomentando a colaboração e o intercâmbio de recursos e conhecimentos.

Além de operar como um sistema de informação diretamente para a sociedade, que acessa seu conteúdo na internet, a Agência DiCYT fornece informações para grandes veículos de comunicação, o que contribui para uma ampla disseminação da ciência em meios como TV, jornal e rádio. Hoje, a DiCYT possui diferentes versões em três idiomas – espanhol, português e inglês. O conteúdo em língua portuguesa, por enquanto, é alimentado por traduções feitas pela equipe espanhola.

Por que divulgar ciência?

De acordo com Miguel Angel Quintanilla, criador da Agência DiCYT e coordenador do Instituto de Estudos para Ciência e Tecnologia, da Universidade de Salamanca, que a mantém, a ciência tem a obrigação de divulgar os seus resultados, “já que é a sociedade que apóia e financia o funcionamento da ciência”. Para ele, um dos aspectos mais problemáticos na comunicação da ciência é que a sociedade percebe a informação científica quase sempre associada com conflitos, como, por exemplo, nas questões de saúde e de mudança climática. Quintanilla abriu as sessões apresentadas no workshop abordando a relação entre ciência, tecnologia e sociedade – área de estudos que ficou conhecida pela sigla CTS.

No encontro, estavam presentes alguns representantes do Brasil, dentre eles o professor Carlos Vogt, que é coordenador do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor/Unicamp) e atual Secretário de Ensino Superior do Estado de São Paulo. Vogt apresentou os últimos trabalhos realizados pelo Labjor em percepção pública da ciência e da tecnologia – área que estuda, por meio de pesquisas realizadas com a população, o conhecimento, o interesse e a apropriação da ciência e da tecnologia. Também participaram do evento profissionais do México, da Guatemala, da Costa Rica, da Nicarágua, da Argentina, da Venezuela, do Equador, do Chile e da própria Colômbia.

O workshop foi realizado sob o patrocínio da Organização dos Estados Iberoamericanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). Para dar continuidade às discussões, a OEI planeja a organização de um Primeiro Foro de Comunicação Científica na Iberoamérica, a ser realizado no Brasil (na Unicamp), em novembro, em parceria com o Labjor.

21 de mayo de 2009

fonte: Web da OEI

Notícia sobre a memória do Holocausto divulgada na página de Cooperação Internacional do PSOE.

In Uncategorized on Janeiro 27, 2009 at 4:51 pm

blog Comunicação e Democracia

El PSOE condena el Holocausto y recuerda a todas sus víctimas

Destaque:

El 27 de enero se conmemora la liberación del campo de concentración de Auschwitz-Birkenau

Los dirigentes socialistas han señalado que la conmemoración tiene un carácter especial este año, ya que España ha sido admitida como miembro de pleno derecho en el Grupo para la Cooperación Internacional de Educación sobre el Holocausto, el Recuerdo y la Investigación. Esta organización, conocida como la “International Task Force”, se dedica a fomentar la investigación y el estudio del Holocausto como vacuna contra todo tipo de intolerancia y extremismo. Fue creada en 1998 por el primer ministro de Suecia, Goran Persson, y cuenta actualmente con 26 países.

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Veja abaixo a notícia integral divulgada na página da Secretaría de Política Internacional y Cooperación neste dia 27 Enero 2009.

Reproduzida integralmente aqui por Jacob (J.) Lumier .

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El PSOE se suma a los actos que se celebrarán el 27 de enero en todo el mundo para honrar la memoria de las víctimas del genocidio del régimen nazi -así como los perpetrados en Bosnia, Ruanda, Darfur y Camboya- y manifiesta su compromiso y solidaridad con las víctimas.

“Sólo manteniendo viva la memoria de los millones de víctimas aprenderemos de nuestros errores y evitaremos que se vuelvan a producir esas atrocidades. Por eso, nuestro compromiso con la dignidad de las personas, especialmente con las más desprotegidas, con las minorías étnicas, religiosas o sexuales está más fuerte que nunca”, han declarado los dirigentes socialistas Elena Valenciano, Secretaria de Política Internacional y Cooperación del PSOE; Pedro Zerolo, Secretario de Movimientos sociales, y Álvaro Cuesta, Secretario de Libertades Públicas y Derechos de Ciudadanía.

Los ejecutivos socialistas han recordado que en el régimen nazi murieron seis millones de judíos, víctimas de una maquinaria asesina de dimensiones industriales. También persiguieron a personas con minusvalías físicas o psíquicas (250.000 asesinados), a gitanos (200.000 asesinados), a homosexuales (50.000 asesinados) y a centenares de líderes intelectuales y religiosos de los países que el régimen de Hitler ocupaba militarmente.

Los dirigentes socialistas han señalado que la conmemoración tiene un carácter especial este año, ya que España ha sido admitida como miembro de pleno derecho en el Grupo para la Cooperación Internacional de Educación sobre el Holocausto, el Recuerdo y la Investigación. Esta organización, conocida como la “International Task Force”, se dedica a fomentar la investigación y el estudio del Holocausto como vacuna contra todo tipo de intolerancia y extremismo. Fue creada en 1998 por el primer ministro de Suecia, Goran Persson, y cuenta actualmente con 26 países.

“Han pasado 64 años desde la liberación de Auschwitz, pero el recuerdo de cada una de las víctimas de esa barbarie nos da fuerza para seguir luchando contra el racismo, la discriminación y la injusticia que, todavía hoy, perviven en muchos lugares del mundo”, han concluido Valenciano, Zerolo y Cuesta.

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Esta postagem se enlaça à página PSOE:MODERNIZAÇÃO E DEMOCRACIA.

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In Uncategorized on Setembro 22, 2008 at 10:09 pm

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